Acadêmicos da URI/FW levam conscientização ambiental a escolas

Universitários do curso Superior Tecnologia Agropecuária discutem mudanças climáticas e o futuro da agricultura com estudantes

Frederico Westphalen
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Adriana Folle
09/06/2026

Em alusão ao Dia do Meio Ambiente, o Município de Alpestre recebeu uma ação especial de extensão promovida pelos acadêmicos do curso Superior Tecnologia Agropecuária da URI/FW, no dia 8 de junho. Integrantes do Programa Regional de Sucessão do Campo atenderam a um pedido da prefeitura e levaram conhecimento e debate para dentro das escolas.

 

Entre as instituições visitadas, a Escola Cristo Redentor recebeu os universitários que conduziram uma conversa com os alunos sobre o tema: “O impacto das mudanças climáticas na agricultura e meio ambiente: o que podemos fazer como produtores rurais para a preservação da natureza”.

 

Durante a apresentação, os estudantes abordaram de forma clara e didática os efeitos das mudanças climáticas no Brasil, com destaque para as consequências da desertificação. Entre os pontos levantados, estavam a perda da fertilidade do solo, a redução da produção agrícola e pecuária, a escassez de água, o aumento da erosão, a perda da vegetação e da biodiversidade, o empobrecimento das populações rurais, a migração forçada para áreas urbanas e os prejuízos econômicos e ambientais.

 

Diante desse cenário, os acadêmicos também apresentaram soluções práticas, como a recuperação de ecossistemas degradados, a ampliação da infraestrutura hídrica, o fomento a práticas produtivas resilientes e a implementação de sistemas de monitoramento e alerta precoce.

 

A conversa ainda aprofundou temas como os fenômenos El Niño e La Niña, o efeito estufa e seus impactos diretos na agricultura, além de técnicas fundamentais de manejo sustentável, como o plantio direto — que evita a erosão e preserva a fertilidade do solo com cobertura permanente —, a rotação de culturas, o uso de plantas de cobertura, a integração lavoura-pecuária e a preservação de nascentes e reservas de água na propriedade. O uso consciente de agrotóxicos também foi pauta do encontro.

 

A iniciativa reforça o papel dos acadêmicos como agentes multiplicadores do conhecimento técnico-científico, aproximando a universidade da realidade do campo.

 

Para Letícia Pessatto, a oportunidade de falar diretamente com os jovens foi essencial para despertar uma consciência ambiental prática e urgente. “Comentar sobre meio ambiente e mudanças climáticas para os estudantes é uma responsabilidade, mas também um privilégio. Muitos deles vivem no campo ou têm famílias que dependem da agricultura. Levar esse debate para a escola é plantar uma semente de transformação. Como futuros tecnólogos em agropecuária, temos o dever de não apenas conhecer as soluções, mas de compartilhá-las com quem mais precisa. Essa experiência mostrou que os universitários têm voz e podem, sim, fazer a diferença na construção de um futuro mais sustentável”, destacou a acadêmica.

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