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Cesta Básica sobe 0,59% em fevereiro, mas acumula queda no ano em FW
Batata e leite puxam alta, enquanto óleo de soja e arroz registram as maiores quedas no mês
A Cesta Básica de Frederico Westphalen – também conhecida como Ração Essencial Mínima – fechou o mês de fevereiro custando R$ 720,93, apresentando uma elevação de 0,59% em comparação com janeiro, quando o valor era de R$ 716,73.
Apesar da alta no último mês, o acumulado dos dois primeiros meses do ano ainda aponta uma leve redução no custo dos alimentos essenciais para o trabalhador adulto. Considerando janeiro e fevereiro de 2026, a queda acumulada é de 0,65%, resultado da retração de 1,24% registrada em janeiro frente a dezembro de 2025.
Os dados são levantados por um projeto do curso de Ciências Contábeis da URI/FW, coordenado pela professora Diana de Souza, com apoio dos bolsistas Kauan Gustavo Muller Michelon e Sawa Klimiuk. O estudo acompanha mensalmente os preços dos 13 itens que compõem a cesta básica: feijão, arroz, farinha, pão, carne, leite, açúcar, banana, óleo, margarina, tomate, café e batata.
Batata e leite puxam alta em fevereiro
Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento das famílias frederiquenses em fevereiro, destaque para a batata inglesa branca, que registrou a maior alta do período: 11,55%. O preço médio do quilo passou de R$ 2,97 em janeiro para R$ 3,32 em fevereiro. Outro item que pesou no bolso do consumidor foi o leite integral, que subiu 9,85% em relação ao mês anterior.
Por outro lado, dois itens importantes na mesa do trabalhador apresentaram redução significativa. O óleo de soja teve a maior queda do mês: -7,41%. Já o arroz registrou recuo de 6,99%, aliviando parcialmente o impacto das altas nos demais produtos.
De acordo com Diana, as oscilações observadas em fevereiro estão dentro da normalidade para o período. "Alimentos como batata e leite são historicamente mais voláteis, sofrendo influência de fatores climáticos e de oferta. Já a queda no preço do óleo e do arroz pode estar associada a ajustes no mercado atacadista e à estabilização da produção", explica.