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Livro sobre educação a pessoas presas é lançado por professor e aluna da URI/FW
Obra analisa políticas públicas e a realidade da 4ª Região Penitenciária do Rio Grande do Sul
A Biblioteca da URI/FW, câmpus de Frederico Westphalen, foi palco do lançamento do livro “Educação para pessoas presas e políticas públicas: uma análise sobre a 4ª Região Penitenciária do Rio Grande do Sul”, no dia 26 de maio. A obra é resultado da parceria entre o professor do curso de Direito, Daniel Pulcherio Fensterseifer, e a acadêmica Karolainy Guse Martins.
O livro aborda um tema ainda pouco explorado tanto pela sociedade quanto pelo meio acadêmico: o direito à educação no sistema prisional. Com olhar atento à realidade regional, os autores buscaram preencher uma lacuna existente nas áreas do Direito e da Educação, que ainda produzem poucos estudos aprofundados sobre o assunto.
Fensterseifer avaliou de forma positiva a experiência de escrever a obra, mas também trouxe à tona reflexões importantes sobre o cenário encontrado. “A pesquisa foi interessante, pois observamos experiências muito boas, que comprovam que é possível assegurar o direito à educação à população carcerária. Contudo, o que nos deixou um pouco tristes é que, apesar de ser possível, ainda temos poucas práticas nesse sentido. Parece haver falta de vontade política”, observa.
O escritor também apontou a escassez de normas voltadas à educação em espaços prisionais como um fator limitante. Segundo ele, essa carência legislativa se reflete diretamente na prática observada ao longo da pesquisa. “Infelizmente, na maioria dos casos, a educação nas prisões se resume a leituras e fichamentos para obtenção de abatimento da pena”, lamenta o docente.
Apesar das dificuldades apontadas, o saldo da pesquisa foi comemorado pelos autores. Fensterseifer destaca a importância de tornar pública essa discussão e espera que os resultados do livro possam inspirar mudanças concretas. “Como resultado, ficamos muito felizes e satisfeitos, pois conseguimos demonstrar e publicar essa necessidade. Esperamos que a pesquisa motive ações mais efetivas na garantia do direito à educação dos apenados”, frisa o escritor.