URI/FW desenvolve projeto de pesquisa para proteger direitos dos idosos

Iniciativa “Valorizar o idoso é respeitar nossa história” orienta sobre prevenção a golpes e violências

Frederico Westphalen
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Adriana Folle
01/09/2026

O curso de Direito da URI, Câmpus de Frederico Westphalen, está desenvolvendo o projeto de pesquisa e extensão “Valorizar o idoso é respeitar nossa história”. A iniciativa surgiu da necessidade de orientar a população idosa sobre direitos e prevenção a abusos, com foco especial nas violências patrimoniais e nos golpes financeiros, cada vez mais comuns.

 

O professor da graduação, César Riboli, explica que a motivação para o projeto veio da observação de problemas cotidianos. "A ideia surge dos contatos do dia a dia, especialmente com os golpes aplicados para os idosos", relata. Ele destaca que muitos idosos acabam sofrendo problemas no próprio ambiente familiar, como o uso indevido de cartões de benefício por parentes, que realizam empréstimos e compras sem o conhecimento ou consentimento pleno do idoso, comprometendo sua renda e autonomia.

 

Além disso, Riboli ressalta ainda que o abandono familiar é uma das formas mais graves de violência. "Isso significa quando a família deixa de prestar atendimento, assistência, saúde e cuidados que o idoso merece", alerta. O projeto busca, portanto, informar sobre as diversas formas de violência – física, psicológica, financeira e patrimonial – e orientar sobre como proceder.

 

O acadêmico do oitavo semestre, Alysson De Cristo Santana, que atua como bolsista no projeto, comenta que o tema já chamava sua atenção desde uma visita ao Lar de Idosos São Francisco de Paula. "Nos faz refletir como essas pessoas, a partir de uma idade avançada, se encontram em extrema vulnerabilidade: social, financeira e familiar", observa. Santana destaca a importância da pesquisa bibliográfica no Estatuto do Idoso e na Constituição Federal, além da fase atual de divulgação.

 

Para a comunidade que testemunha ou suspeita de violência contra idosos, a orientação é clara: denuncie. Ambos os pesquisadores enfatizam os canais de apoio, como a Brigada Militar, Polícia Civil, Defensoria Pública, Ministério Público e, principalmente, o Disque 100, que permite denúncias anônimas. "Quem tomar conhecimento de algum tipo de violência tem o dever como cidadão de comunicar os órgãos competentes", reforça o professor Riboli.

 

O projeto está em fase de divulgação, com apresentações em feiras de ciências e agendas em instituições da região. A URI se coloca à disposição da comunidade para levar essas informações de forma gratuita, visando garantir dignidade e respeito à população idosa.